Benefícios da Dança do Ventre XXXI – Anatomia Energética: Dança do Ventre e Kundalini

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ENERGIA KUNDALINI
E OS MOVIMENTOS DA DANÇA ORIENTAL

O significado da transformação psicológica

FisiokundaliniLee Sannella batizou a kundalini de fisiokundalini. Para ele, seu aparecimento é um acontecimento dramático. Ele considerava os bloqueios à ascensão da energia como pontos de tensão, associando esta experiência a manifestações de dor, pois quando a energia encontra estes bloqueios, ela continua trabalhando (bombeando para cima) neles até serem dissolvidos. Quando isso ocorre, ela sobe através deste ponto até o próximo ponto de tensão, sob uma conduta autodiretiva, espalhando-se pelo sistema psicofisiológico.

Para ele, o fenômeno é mais evidente e freqüente em nossos dias devido a dois fatores:

  • o primeiro se deve ao fato de que as pessoas falam mais abertamente sobre experiências semelhantes;
  • o segundo, se deve ao fato de que as pessoas de nosso tempo estão mais envolvidas com estilos de vida que levam a uma transformação psicoespiritual.

A respeito disso o Dr. Sannella cita Jung à página 20, em seu livro “A Experiência da Kundalini”: “quando você obteve êxito no despertar da kundalini, de modo que ela começa a ultrapassar a sua potencialidade comum, acontece que, necessariamente, um mundo em tudo diferente do seu tem início para você”. Jung também afirmava que esta experiência como criação pessoal é perigosa, pois leva à expansão do ego, uma ilusão de superioridade, e mesmo à loucura. Sendo um processo autônomo que brota do inconsciente, ele afirmava que aparentemente a energia utilizava o indivíduo como seu veículo.

Assim, o significado da transformação psicológica advinda do despertar da kundalini é a possibilidade do alcance de uma qualidade de vida superior à que desfrutamos atualmente, o que os religiosos chamam de iluminação.

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Benefícios da Dança do Ventre XXX – Anatomia Energética: Dança do Ventre e Kundalini

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ENERGIA KUNDALINI
E OS MOVIMENTOS DA DANÇA ORIENTAL

Uma experiência psicofísica: fundamentos de sua fisiologia e sintomas

KundaliniTemos aqui um rápido apanhado sobre alguns aspectos comuns dos componentes fisiológicos que configuram o despertar da kundalini.

Para o Dr. Lee Sannella (1987), tais componentes desmistificam os mitos do materialismo científico.

Neste processo, a pessoa atravessa diferentes estados de consciência, que vão do normal ao psicótico, e notou-se que o desenvolvimento de aptidões especiais não estão necessariamente ligadas ao surgimento de fenômenos psíquicos.

Gopi Krishna, encarava rigorosamente este despertar: “A idéia popular de que a prática resulte simplesmente na ativação de uma nova força no corpo é falaz. Aqueles que acreditam que o despertar e o mestrado desta força pode ser ativado pelo forte desejo da pessoa, vivem no paraíso dos tolos. Propriamente falando, a posição deve ser vista por um outro ângulo”.

Segundo Gopi, tratava de uma metamorfose completa da personalidade, cujo despertar, pode ser gradual ou súbito, variando em intensidade e efeito, de acordo com o desenvolvimento, constituição, e temperamento dos diferentes indivíduos; mas que, na maioria dos casos, resultava numa grande instabilidade da natureza emocional, podendo até o indivíduo ceder a aberrações, principalmente resultando de uma contaminação hereditária, falhas no modo de conduta, ou seja, o caráter moral da pessoa é que norteia o despertar da kundalini.

Em “LIVING WITH KUNDALINI”,  Gopi Krishna relatou um fato cômico a este respeito:

“A menos que a mente tenha sido disciplinada desde a mais tenra idade, uma kundalini estimulada traz consigo um irreprimível desejo pelo oculto e o bizarro. É inacreditável o aumento das vítimas ocorrências deste desejo, podem ser enganadas pelos pseudo homens deuses, charlatões e impostores… Em minha própria vida, um destes homens deuses, residiam numa vila em Kashmir, acostumado a urinar numa vasilha de prata às vistas da multidão que vinha para visitá-lo, e então, regava o líquido sobre a audiência, ambos homens e mulheres. Dizem que seus admiradores levantavam seus rostos e descobriam seus colos para receber os santificados respingos”.

Apesar da rigorosa cautela, no entanto, ele afirmou que o objetivo final de tal despertar era o auxílio à consciência humana a transcender seus limites normais, sendo esta, a fase final do impulso evolutivo presente no homem (lembrando que o conceito de evolução aqui aplicado é desenrolar-se ou desenvolver-se, e não “melhorar” no sentido do dogma do bem e do mal).

Aliás, tal cautela não foi em vão… Em sua época, e Gopi faleceu em 1986, os pesquisadores já conheciam uma lista de sintomas perturbadores advindos de tal atividade.

Itzhak Bentov

Itzhak Bentov

Itzhak Bentov, em seu trabalho “Micromovimento do corpo como fator do desenvolvimento do sistema nervoso”, citado por Sannella, viu o efeito da kundalini como parte do desenvolvimento do sistema nervoso. Em suas experiências, ele anotou que, ao ascender, ela produz vibrações com freqüências ressonantes que vão percorrer todo o sistema nervoso, o esqueleto, a espinha dorsal, o fluxo sangüíneo, a respiração, o crânio e o cérebro, o córtex motor e sensorial, a estrutura geral do corpo. Ele descobriu que estas vibrações, ao atingirem a cabeça, irradiam um campo magnético que atuará conjuntamente com os campos magnéticos e elétricos do ambiente.

Bentov, desenvolveu um modelo de medição da kundalini, ao utilizar um balistocardiógrafo (para medir as oscilações dos batimentos cardíacos e circulação sanguínea) e uma sonda capacitadora, adaptados em praticantes de meditação. Com isso, pôde detectar:

  • uma transformação no modo de funcionamento do sistema nervoso, pois foi anotado o aparecimento de seqüências de reações corporais fortes e incomuns durante o trajeto de ascensão da energia, como movimentos involuntários em algumas partes do corpo, quando há resistência (psicológica ou emocional de causa conhecida ou não) à sua passagem;
  • a exposição a certas vibrações mecânicas, ondas magnéticas e sons, também pode ativar o mesmo mecanismo;
  • estímulos enviados ao córtex sensorial, provocam sensações de amortecimento ou formigamento, na área do corpo que corresponde a certos pontos do córtex;
  • quando o estímulo cruza a área do centro do prazer, o praticante de meditação experimenta uma sensação de êxtase. Isso acontece com quem já possui anos de prática regrada ou espontaneamente em algumas pessoas;

Outras sensações experimentadas são:

  • as palpitações e os ritmos ribombantes na região sacral e lombar, que ascende às regiões cervical e cabeça. Chegado à cabeça, as pressões podem gerar dores na parte occiptal, dores no pescoço, que em geral, são passageiras. Estas dores também podem ser sentidas em outras partes ao longo da coluna;
  • modificações na respiração também podem ocorrer, tornando-a espasmódica, com expirações involuntárias, ocorrendo ao máximo, como também o ouvir de sons interiores, provocados pelas vibrações dentro da caixa craniana, e em outras partes do corpo, como o coração;
  • após o período de tensão, que pode durar anos ou não, há uma liberação de energia que normaliza as funções orgânicas do corpo.
Ascensão da Kundalini

Ascensão da Kundalini

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Benefícios da Dança do Ventre XXIX – Anatomia Energética: Dança do Ventre e Kundalini

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ENERGIA KUNDALINI
E OS MOVIMENTOS DA DANÇA ORIENTAL

A objetividade científica

Modelo Esotérico

Modelo Esotérico

Durante muito tempo, em razão das culturas orientais e tradições esotéricas terem dominado o tema, com crenças no misticismo e misturas confusas de conceitos, superstições primitivas e dogmas, a classe científica ocidental, não aceitou o processo da kundalini como um fenômeno relevante. Todavia, em meados dos anos 70, com o aumento do interesse ocidental pelas práticas orientais de autoconhecimento, e o crescente número de pessoas no Ocidente, praticantes de meditação, tendo a mesma experiência psicofísica descrita nos modelos tradicionais destas tradições, os cientistas se viram obrigados a estudar o “novo” fenômeno social.

Tal evento provocou mudanças do pensamento científico, possibilitando a comparação destes modelos clássicos e dos contextos clínicos, pois a uniformidade nas descrições em ambos os processos além de evidente, facilitava o trabalho dos pesquisadores, que passaram a considerar os componentes fisiológicos dos aspectos comuns da “nova” pesquisa.

Gopi Krishna

Gopi Krishna

Gopi Krishna foi um dos grandes responsáveis pela popularização da kundalini no Ocidente, ao mostrar que tanto cristãos, como sufis e adeptos do Yoga e Meditação, passavam pelas mesmas experiências psicofísicas. Outros nomes pioneiros, cada um em sua área, também contribuíram para o aprimoramento do mapeamento da atividade energética no corpo humano, facilitando o entendimento científico sobre a kundalini, entre eles:

  • Dr. Lee Sannella (psiquiatria);
  • o pesquisador Itzhak Bentov (experiências com balistocardiógrafo e sonda capacitadora em praticantes de meditação);
  • Dr. Hiroshi Motoyama (no desenvolvimento da AMI Machine, capaz de diagnosticar os níveis de energia nos chakras e meridianos do corpo);
  • entre outros.
Carl Gustav Jung

Carl Gustav Jung

Um outro nome, nosso conhecido, bastante mencionado no Volume III e IV deste compêndio, Carl Gustav Jung, também estava familiarizado com os estudos sobre a kundalini. Em suas correlações, Jung considerou a kundalini como sendo a força da psique, importante no processo de individuação.

Obviamente nem toda consideração junguiana é totalmente aceita pelos “praticantes da arte-ciência da kundalini”, embora encarem com respeito os esforços da visão junguiana e o motivo é bem simples: o crescimento dentro da individuação não é necessário ser acompanhado pelo “nascimento” da kundalini no sentido clássico, mesmo que ele seja rodeado por “transformações poderosas” da energia psíquica.

Mesmo assim, os praticantes de meditação têm demonstrado, dentro dos laboratórios, que condições como estados transcendentais da consciência, podem ser monitorados, através de máquinas e computadores, leitores de dados de ondas cerebrais. Então, pode ser uma simples questão de tempo, o refinamento dos nossos aparelhos de medição e programas de computador, numa combinação que nos dê um meio eficaz de “provar” os feitos da kundalini na mente e corpo humanos - para deleite dos céticos…

Apesar disso, aqueles que têm experimentado a kundalini, continuarão a falar sobre suas experiências, e isto, com o tempo, quebrará as atuais barreiras sobre o tema.

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Benefícios da Dança do Ventre XXVIII – Anatomia Energética: Dança do Ventre e Kundalini

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ENERGIA KUNDALINI
E OS MOVIMENTOS DA DANÇA ORIENTAL

Luciaurea-kundaliniKundalini vem do sânscrito kundal e significa “aquela que está enrolada”, termo originário da Índia Hinduísta, sendo uma metáfora da serpente.

É uma espécie de energia nuclear, telúrica e ígnea, uma energia ctônica, da terra, que tem sua correlação (projeção, contra-parte) adormecida na base da coluna vertebral do ser humano.

Trata-se de um conceito, que desde o século passado, vem sendo discutido no Ocidente, por psiquiatras, médicos, físicos, professores e pesquisadores.

Luciaurea-expansaoO termo, para a área médica e psicológica, representa um tipo de energia psicoespiritual, fundamentado na expansão da consciência.

Os centros de energia (chakras) que acabamos de estudar, estabelecem o caminho para a energia primária kundalini percorrer o corpo. Principalmente através de alguns dos movimentos da Dança Oriental, é manipulada uma suave quantia desta energia, mesmo que não haja uma intenção explícita para isso; sendo um trabalho de altíssima seriedade, pois, possui componentes fisiológicos, e, mal canalizada, pode realmente levar uma pessoa à loucura.

Assim, é importante conhecermos um pouco do seu processo a fim de ampliarmos nosso perímetro de informações, pois nunca poderemos adivinhar, quando um fenômeno desta natureza poderá acontecer conosco, ou com qualquer uma de nossas estudantes. É sabido que em mulheres na menopausa o fenômeno é mais abrangente.

Ida, Pingala e SushumaPara esclarecimento geral, pelo fato da energia kundalini se encontrar adormecida na base da coluna vertebral, na literatura clássica, é geralmente representada como uma (ou duas) serpente enrolada nesta região, e também, por ser a serpente, um animal que rasteja sobre a terra.

Na realidade, seu percurso é complexo, ondulando em ascensão pela espinha dorsal ou por dentro do corpo, saindo de sua base através de dois canais (nadis) ida e pingala, que se cruzam no canal do meio sushumma. Muito semelhante ao símbolo da medicina, o caduceu, com duas serpentes ascendendo e cruzando um mastro intermediário, lembrando uma molécula de DNA. Sushumma é o canal que liga este chakra (básico) aos demais, pelo centro do corpo.

Mapa de ascensão

Topofilia analógica

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Benefícios da Dança do Ventre XXVII – Anatomia Energética: Charlatanismo

E AGORA? VERDADE, IMAGINAÇÃO OU CHARLATANISMO?

Ao tomar conhecimento de situações e experiências, como o caso de estudo mencionado, sentimos que nosso poder de autonomia evolui para uma nova etapa, que a autonomia de nossas vidas é uma possibilidade real.

Sabe-se que os aspectos de várias energias atuam nas praticantes de Dança do Ventre, contudo, não se deve afirmar que o objetivo dela seja esse.

As danças sagradas da Antiguidade passavam por processos iniciáticos que talvez envolvessem algumas práticas que hoje seriam consideradas absurdas, e, dizer que este é o objetivo da Dança Oriental (como vemos muitas fazerem), é uma ousadia que não pode ser sustentada pela história atual, pois, seu envolvimento maior, na atualidade, continua sendo com a cultura artística de entretenimento, o que também não impede que haja liberdade de se trabalhar sob a óptica bioenergética.

Há de se observar ainda que a espiritualidade pode estar presente em qualquer atividade física, como ensina Gabrielle Roth (2000).

Assim como o Yoga, a MT (meditação transcendental), as danças, as práticas artísticas de qualquer natureza, terapêuticas e esportivas, podem contribuir no descongestionamento energético do indivíduo, cuja origem se deu na mente do mesmo, aliviando o stress espiritual que se reflete no corpo físico.

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Benefícios da Dança do Ventre XXVI – Anatomia Energética: Ondulações Abdominais

CONSIDERAÇÕE SOBRE UM ESTUDO DE CASO A RESPEITO DAS ONDULAÇÕES ABDOMINAIS DA DANÇA DO VENTRE
E IMPLICAÇÕES BIOENERGÉTICAS

II Parte

anatomia energéticaNeste processo, temos ainda a questão energética das ondulações abdominais, conjugadas com as ondulações pélvicas, que liberam as energias congestionadas nos quatro chakras inferiores do corpo:

  • Básico ou rádico, ligado às glândulas supra-renais, localizado na base da coluna;
  • Umbilical ou sexual, ligado às glândulas sexuais, localizado no baixo ventre;
  • Esplênico, ligado ao baço, considerado um chakra secundário por não estar ligado a nenhuma glândula – (porém, segundo o Prof. Wagner Borges ele é também incluído em alguns sistemas de estudo energéticos), localizado em cima do baço;
  • Gástrico ou plexo solar, às vezes também chamado de centro umbilical, ligado ao pâncreas, localizado a 1 cm acima do umbigo.

Os movimentos ondulatórios ativam a energia do corpo. Captam novas para absorção e assimilação do organismo. Há de se considerar que o chakra do baço, apesar de ser considerado secundário, também trabalha durante a ondulação, absorvendo, especializando, subdividindo e difundindo o prana ambiente e abastecendo os demais órgãos e chakras.

Logo, as ondulações reciclam as energias velhas e empurra as novas para cima. As energias circulam junto com a intenção do movimento, percorrendo o mesmo caminho da linha traçada. A título de exemplo, vamos partir de uma trajetória que defina como a energia kundalini – energia telúrica de natureza ígnea – irá circular e passar de um chakra para o outro, em sentido ascendente.

chakrasO chakra básico relaciona-se com a quantidade de energia física e com a vontade de viver na realidade física. Como atua como uma bomba de energia que impulsiona o fluxo pela coluna de baixo para cima, uma pessoa que possui um funcionamento psicológico saudável, faz o chakra raiz funcionar adequadamente, atuando como uma recarregadora das energias dos que estão à sua volta. Se o centro está bloqueado, a pessoa se sente sem vitalidade física. Logo, a ondulação pélvica auxiliará a puxar a energia da terra, como também assimilará parte do prana que entra por ele, e empurrará a vitalidade para o segundo chakra – o sexual.

chakras bons fluidosO chakra sexual, umbilical ou sacro, de cor laranja, regula a circulação dos elementos vitais. É importante repetir que muitos autores ocidentais que seguem determinadas doutrinas, para não falar sobre este chakra, o substituem pelo chakra do baço. Como ele está relacionado à capacidade que temos de aceitar, dar e receber o prazer sexual, se ele está bloqueado, a pessoa tende a negar o prazer que o ato sexual proporciona, e, sendo que o orgasmo banha o corpo de energia vital, a pessoa não receberá a nutrição psicológica deste tipo de comunhão. A energia vital desobstrui a energia psicológica, e sobe, então, com as ondulações, para o chakra gástrico.

chakraluO chakra gástrico, ou plexo solar, possui cor amarelada, como vimos, é também conhecido pelo seu desempenho como centro emocional, refletindo as reações energéticas em órgãos específicos no corpo. Lembrando também, que ele é responsável pela ligação mãe-filho (afeto/apego), ele é desbloqueado assim que a energia vital passa por ele.

É preciso ainda lembrar, todavia, que a energia vital é absorvida por cada chakra, segundo a freqüência vibratória do mesmo, e que a respiração auxilia no metabolismo da mesma, pois o ar traz consigo o prana, fonte essencial de nossa alimentação energética. Então, durante a ondulação abdominal e pélvica, a energia não é apenas absorvida de baixo para cima, mas igualmente de cima para baixo.

Os chakras, no entanto, não trabalham apenas como metabolizadores da energia, mas também como dispositivos que sentem a energia. Isso significa que, quando não queremos assimilar uma informação, fechamos o chakra para que o fluxo de energia considerada indesejável não entre em contato conosco.

Brennan diagnostica isso, de uma maneira geral, da seguinte maneira: as energias para nós necessárias, e que são experimentadas como realidade psicológica, não fluem para o chakra se ele estiver girando o tempo todo em sentido anti-horário (pois está liberando energia), e logo, como resultado, temos nossas energias lançadas para fora, provocando conseqüências desagradáveis, como irritações, aversões, discussões, etc. Dizemos então que é o mundo, quando, na realidade, para a psicologia, essa nossa reação, não passa de uma projeção. Lembremos da função do chakra frontal: é justamente esta!

Essa projeção não passa de uma realidade imaginada que alimentamos ao longo de nosso crescimento, baseados em nossa cultura e forma de criação. Lembremos agora do chakra coronário: não é cumprir a programação?

chiAgora, como cada chakra possui uma função psicológica distinta, o que projetamos flui por intermédio deles para o mundo externo, e está relacionado à área específica de cada um. Se, no caso de uma prisão de ventre, observarmos os padrões de pensamentos envolvidos, chegaremos à conclusão de que a energia numínica, isto é, a força psíquica imbuída em qualquer forma de apego, fecha o chakra gástrico (ele não gira em nenhum sentido, não inspira nem expira energia, fica parado!). Mas se associarmos a força numínica de uma ondulação, isto é, seu significado arquetípico, não apenas a força do movimento entrará em ação para desobstruir o chakra, mas também a corrente vital impregnada do significado arquetípico será metabolizada. Lembremos que o que chamamos de inconsciente coletivo funciona como um arquivador de fatos e pensamentos culturais. De uma maneira poética, podemos dizer que:

Existe no universo um arquivador prânico de nossas memórias

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Benefícios da Dança do Ventre XXV – Anatomia Energética: Ondulações Abdominais

CONSIDERAÇÕE SOBRE UM ESTUDO DE CASO A RESPEITO DAS ONDULAÇÕES ABDOMINAIS DA DANÇA DO VENTRE
E IMPLICAÇÕES BIOENERGÉTICAS

I Parte

Prisão de VentreComecemos com o exemplo bem simples de um problema de prisão de ventre.

Sabe-se que ondulações abdominais da Dança do Ventre eliminam a prisão de ventre. Mas, raciocinemos mais além, além do aspecto físico, ou seja, mencionando o lado psicológico, o lado metafísico do ato de ondular o ventre. Tal ação requer, simultaneamente:

  • o desenhar de uma onda em movimento
  • e o trabalho respiratório - respiração.

Luciaurea.respirarA respiração, em seu aspecto psíquico representa a capacidade de absorver a vida. A prisão de ventre, por sua vez, está geralmente associada à causa mental originada em algum tipo de crença sub(in)consciente em limitação, medo, retenção, poder ou carência, e por isso, a pessoa evita soltar qualquer coisa de si mesma, com medo, mesmo que inconsciente, de ser incapaz de substituí-la – o que conhecemos como apego (Hay, 1988).

rosa do ventreNessas condições, por exemplo, a pessoa também pode estar se agarrando a alguma lembrança passada, de difícil esquecimento ou perdão; pode sentir medo de mudar de vida ou situação, por não estar aberta para o novo.

Neste caso, as ondulações abdominais flexibilizam os músculos contraídos do intestino (em razão de pensamentos conflitantes, inflexíveis, que deixam a pessoa tensa). A ação de flexibilizar, massageando órgãos internos, e dominando os músculos abdominais, é entendida, a nível subconsciente, como uma atitude de descontração, liberdade, domínio e segurança.

A atenção projetada no movimento, permitirá:

  • o experimentar do ar novo que entra, empurrando o abdome para fora;
  • e do ar “velho” que sai, relaxando e/ou contraindo o abdome para dentro.
  • A pessoa perceberá, pela prática, que a contração, não permite a entrada do ar novo.

É neste ponto que encontramos a relação:

  • Abdome contraído – ar “velho” que saiu – “Estou me libertando do velho…” O subconsciente entende que é para soltar, e assimila, pela repetição, a nova ação.
  • Abdome expandido – está repleto de ar novo – “…e abrindo espaço para o novo”. O subconsciente que é para receber assimilar, pela repetição, o ato de aceitar.

luciaurea-desenho-ondulacaodocamelo

Resultado: o subconsciente entende esta massagem voluntária como uma mensagem – e aprende a nova atitude mental pela ação do movimento, pois a praticante, compreendeu experimentalmente, o princípio de libertar e soltar, que é o oposto da prisão de ventre, que, na realidade, é uma maneira de se contrair e agarrar (Hay, 1988).

A psicoterapeuta e psicóloga clínica Patrícia Maia Gutierres, diz “quem é autônomo não tem a necessidade de dominar ou controlar qualquer coisa, pois a consciência de si mesmo (autonomia) é pura fluência, não necessitando contrair, reter ou apegar-se à coisa alguma”.

Na realidade, assim como nas técnicas de massagem, os movimentos abdominais da Dança do Ventre, também promovem uma limpeza fisiológica de um ciclo emocional que ficou preso; dissolvendo as couraças de vísceras e tecidos, restaurando a eliminação de fluídos desnecessários ao organismo, fazendo com que a energia circule para revitalizar as células. Prisão de ventre é um tipo de couraça e couraças são resistências, defesas que se manifestam para proteger – se forçarmos o rompimento delas, outras virão para substituí-las. É preciso então, estabelecer um diálogo com elas através do movimento. Ele não retira a resistência, mas dialoga com ela, aumentando o fluxo da energia para que ela desbloqueie, flua e restaure o processo.

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Benefícios da Dança do Ventre XXIV – Anatomia Energética: Chakra Coronário

Dança do ventre e saúde: a cura do templo feminino

Anatomia dos Chakras

Sahashara

 

, o sétimo chakra principal, de cor branco-violeta, é o mais importante de todos, pois ele comanda os demais centros do corpo e está ligado à pineal (epífise).

Sahashara

Sahashara

O Centro Coronário

Tem ligação com o subconsciente e cumpre a programação estabelecida pelo laboratório biológico, atendendo também a qualquer programação que o indivíduo guarde. Por isso, é de extrema importância nutrir o consciente e o subconsciente com informações positivas, limpando os registros negativos, pois o centro coronário envia as energias destes pensamentos para os demais centros de força, que estão ligados às suas respectivas glândulas, provocando então, o conhecido efeito que chamamos de doença.

É responsável pela irrigação energética do cérebro, pois por ele penetra diretamente a energia cósmica ou primária.

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Benefícios da Dança do Ventre XXIII – Anatomia Energética: Chakra Frontal

Dança do ventre e saúde: a cura do templo feminino

Anatomia dos Chakras

Ajna

 

 

Ajna

Ajna

O Frontal, sexto chakra, de cor índigo, aciona a autoridade, a concentração, o poder, a atividade intelectual e o comando intuitivo. Rege a consciência, ouvidos, olhos e nariz. É ligado à glândula hipófise (pituitária).

Segundo Brennan, citada anteriormente, este chakraassocia os conceitos de realidade que o indivíduo carrega; e, se os conceitos pessoais tendem a ser confusos e/ou negativos, dá o poder de projetá-los no mundo externo.

As imagens mentais são então projetadas no sistema de energia e atuam sobre ele, e este as devolve, já modificadas, segundo as qualidades das projeções mentais (pensamentos) do indivíduo – isso é o que muitos chamam de “trabalho de magia”…

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