CONSIDERAÇÕE SOBRE UM ESTUDO DE CASO A RESPEITO DAS ONDULAÇÕES ABDOMINAIS DA DANÇA DO VENTRE
E IMPLICAÇÕES BIOENERGÉTICAS
II Parte
Neste processo, temos ainda a questão energética das ondulações abdominais, conjugadas com as ondulações pélvicas, que liberam as energias congestionadas nos quatro chakras inferiores do corpo:
- Básico ou rádico, ligado às glândulas supra-renais, localizado na base da coluna;
- Umbilical ou sexual, ligado às glândulas sexuais, localizado no baixo ventre;
- Esplênico, ligado ao baço, considerado um chakra secundário por não estar ligado a nenhuma glândula – (porém, segundo o Prof. Wagner Borges ele é também incluído em alguns sistemas de estudo energéticos), localizado em cima do baço;
- Gástrico ou plexo solar, às vezes também chamado de centro umbilical, ligado ao pâncreas, localizado a 1 cm acima do umbigo.
Os movimentos ondulatórios ativam a energia do corpo. Captam novas para absorção e assimilação do organismo. Há de se considerar que o chakra do baço, apesar de ser considerado secundário, também trabalha durante a ondulação, absorvendo, especializando, subdividindo e difundindo o prana ambiente e abastecendo os demais órgãos e chakras.
Logo, as ondulações reciclam as energias velhas e empurra as novas para cima. As energias circulam junto com a intenção do movimento, percorrendo o mesmo caminho da linha traçada. A título de exemplo, vamos partir de uma trajetória que defina como a energia kundalini – energia telúrica de natureza ígnea – irá circular e passar de um chakra para o outro, em sentido ascendente.
O chakra básico relaciona-se com a quantidade de energia física e com a vontade de viver na realidade física. Como atua como uma bomba de energia que impulsiona o fluxo pela coluna de baixo para cima, uma pessoa que possui um funcionamento psicológico saudável, faz o chakra raiz funcionar adequadamente, atuando como uma recarregadora das energias dos que estão à sua volta. Se o centro está bloqueado, a pessoa se sente sem vitalidade física. Logo, a ondulação pélvica auxiliará a puxar a energia da terra, como também assimilará parte do prana que entra por ele, e empurrará a vitalidade para o segundo chakra – o sexual.
O chakra sexual, umbilical ou sacro, de cor laranja, regula a circulação dos elementos vitais. É importante repetir que muitos autores ocidentais que seguem determinadas doutrinas, para não falar sobre este chakra, o substituem pelo chakra do baço. Como ele está relacionado à capacidade que temos de aceitar, dar e receber o prazer sexual, se ele está bloqueado, a pessoa tende a negar o prazer que o ato sexual proporciona, e, sendo que o orgasmo banha o corpo de energia vital, a pessoa não receberá a nutrição psicológica deste tipo de comunhão. A energia vital desobstrui a energia psicológica, e sobe, então, com as ondulações, para o chakra gástrico.
O chakra gástrico, ou plexo solar, possui cor amarelada, como vimos, é também conhecido pelo seu desempenho como centro emocional, refletindo as reações energéticas em órgãos específicos no corpo. Lembrando também, que ele é responsável pela ligação mãe-filho (afeto/apego), ele é desbloqueado assim que a energia vital passa por ele.
É preciso ainda lembrar, todavia, que a energia vital é absorvida por cada chakra, segundo a freqüência vibratória do mesmo, e que a respiração auxilia no metabolismo da mesma, pois o ar traz consigo o prana, fonte essencial de nossa alimentação energética. Então, durante a ondulação abdominal e pélvica, a energia não é apenas absorvida de baixo para cima, mas igualmente de cima para baixo.
Os chakras, no entanto, não trabalham apenas como metabolizadores da energia, mas também como dispositivos que sentem a energia. Isso significa que, quando não queremos assimilar uma informação, fechamos o chakra para que o fluxo de energia considerada indesejável não entre em contato conosco.
Brennan diagnostica isso, de uma maneira geral, da seguinte maneira: as energias para nós necessárias, e que são experimentadas como realidade psicológica, não fluem para o chakra se ele estiver girando o tempo todo em sentido anti-horário (pois está liberando energia), e logo, como resultado, temos nossas energias lançadas para fora, provocando conseqüências desagradáveis, como irritações, aversões, discussões, etc. Dizemos então que é o mundo, quando, na realidade, para a psicologia, essa nossa reação, não passa de uma projeção. Lembremos da função do chakra frontal: é justamente esta!
Essa projeção não passa de uma realidade imaginada que alimentamos ao longo de nosso crescimento, baseados em nossa cultura e forma de criação. Lembremos agora do chakra coronário: não é cumprir a programação?
Agora, como cada chakra possui uma função psicológica distinta, o que projetamos flui por intermédio deles para o mundo externo, e está relacionado à área específica de cada um. Se, no caso de uma prisão de ventre, observarmos os padrões de pensamentos envolvidos, chegaremos à conclusão de que a energia numínica, isto é, a força psíquica imbuída em qualquer forma de apego, fecha o chakra gástrico (ele não gira em nenhum sentido, não inspira nem expira energia, fica parado!). Mas se associarmos a força numínica de uma ondulação, isto é, seu significado arquetípico, não apenas a força do movimento entrará em ação para desobstruir o chakra, mas também a corrente vital impregnada do significado arquetípico será metabolizada. Lembremos que o que chamamos de inconsciente coletivo funciona como um arquivador de fatos e pensamentos culturais. De uma maneira poética, podemos dizer que:
Existe no universo um arquivador prânico de nossas memórias
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